Mais
uma vez nos ocupamos do mate e sua influência nos amores campesinos.
Até fins do século passado - da mesma forma que o
leque nas sociedades citadinas - possuía a erva-mate o dom
de conversar uma pitoresca linguagem amorosa. E é de se crer
que ela representasse um importante papel nos namoros singelos dos
velhos tempos; pois as sinhazinhas encontravam no mate um mensageiro
calado e fiel.
Assim falavam os namorados do Rio Grande
provinciano: Mate com mel - “quero casar contigo”. Mate
com açúcar queimado - simpatia. Mate com canela
- “só penso em ti”. Mate com açúcar - amizade.
Mate frio - desprezo. Mate com sal - “não apareças
mais aqui”. Mate com casca de laranja - “vem buscar-me”’
Mate muito amargo - “chegaste tarde, já tenho um amor”
Mate lavado - “vá tomar mate noutra casa!...”.